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Sábado, 14 de Janeiro de 2012
DSLR + DVFx = Nova forma de fazer cinema

 As tecnologias e melhorias introduzidas pelo digital nos processos cinematográficos, no vídeo e nos efeitos visuais têm uma grande influência na produção de conteúdos audiovisuais. Nunca na história do audiovisual se produziu e consumiu tantos conteúdos, e devido à democratização, tanto de equipamento como de conhecimento, a qualidade das curtas-metragens tem aumentado, mesmo que, muitas vezes, sejam desenvolvidas por equipas independentes, quase sem orçamento. É uma nova era do cinema e nós temos a possibilidade de estar presentes, como espectadores ou realizadores.

Vários são os exemplos da combinação das DSLR com os DVFx, que ao longo dos últimos anos se têm destacado.

Deixo alguns dos mais relevantes de 2011:

Com o apoio da empresa de software RedGiant, surge, pelas mãos de Seth Worley e sua equipa, a curta-metragem Plot Device (2011). Esta curta, que conta a história de um rapaz que ao activar o “Plot Device” inicia uma jornada através de géneros cinematográficos. Foi uma das mais bem-sucedidas de 2011, tendo, em 7 meses, conseguido mais de 700.000 visualizações na plataforma vimeo (Red Giant, 2012).

Esta curta-metragem utiliza, como ferramenta, uma DSLR, Canon 5D Mark II e um extenso conjunto de efeitos especiais e correcções de cor, que há 10 anos atrás seriam impossíveis no mercado de consumo.

 

http://vimeo.com/24320919

 

Plot Device from Red Giant on Vimeo.




Digital Storytelling: the narrative power of visual effects in film

A evolução dos efeitos visuais e a sua transição para digital levou a uma democratização dos DVFx aumentando o número de filmes a usá-los, independentemente do género, de forma exagerada ou invisível. (McClean, 2007).

Parte do público e dos críticos de cinema acusam os efeitos visuais digitais de destruir a narrativa clássica, encaminhando o cinema de volta ao cinema de atracções dos primórdios do séc XX, onde os espectadores eram atraídos pela tecnologia e não pela narrativa.

Apesar de existirem filmes a preencher as falhas do argumento com DVFx, a culpa do mau filme não é dos efeitos por si, mas sim da narrativa fraca, e narrativas fracas sempre existiram. Os efeitos visuais e demais artifícios do cinema existem para dar profundidade à narrativa e, em combinação com uma boa história, podem tornar um filme único (McClean, 2007), como no caso de muitos dos filmes referidos na história dos DVFx.

“Attractions are not abolished by classical paradigm, they find their place in it. ( Gunning apud McClean, 2007: 25)”

Tal como o que acontece com as DSLR, os efeitos visuais digitais tornaram-se acessíveis até para realizadores independentes, podendo ajudar a criar histórias originais, que seriam impossíveis de outra forma devido a restrições de orçamento.

 

MCCLEAN, Shilo T. (2007). “Digital Storytelling: The Narrative Power of Visual Effects” on Film. The MIT Press. Cambridge, Mass. : MIT Press




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